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CONCERTO INAUGURAL TEMPORADA 2013


21/04/2013 - CONCERTO INAUGURAL TEMPORADA 2013

Segundo Recital do Ciclo das Seis Suítes para Violoncelo Solo

O Primeiro Recital do Ciclo das Seis Suítes de Bach foi realizado em 12/12/2012.

Domingo 21/04/13 ás 18:30h

LOTADO

Anderson Fiorelli
Viloncelo Barroco

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Suíte n. 5 em Dó Menor BWV 1011 (1720?)

Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Gavotte
Gavotte
Gigue

Suíte n. 3 em Dó Maior BWV 1009 (1720?)

Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Bourrée
Bourrée
Gigue

Suíte n. 6 em Ré Maior BWV 1012 (1720?)

Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Gavotte I
Gavotte II
Gigue


Com as seis “Suites a Violoncello Solo senza Basso”, escritas em Köthen entre 1720 e 1723, Bach escreveu uma obra monumental em vários aspectos: praticamente inventou uma nova linguagem para o instrumento e marcou a história do violoncelo com uma obra inovadora, de alta dificuldade técnica e profundidade musical insuperável. Obra-prima musical indiscutível, além de se ligar hoje a uma discografia imensa, é também exemplo didático, perfeito para gerações de solistas. 

Essa obra é, sobretudo, um trabalho de gênio, que define  irreversivelmente uma nova identidade e horizontes formais deste grande instrumento de cordas. Neste período especialmente prolífico e de incrível ação criativa Bach deu à luz, entre outras, as seis Sonatas e Partitas para violino solo e aos famosos concertos brandeburgueses. Segundo Piero Buscaroli, grande e apaixonado estudioso de Bach “estas obras se colocam, em seu conjunto, como uma das mais incríveis concepções organizativas e arquitetônicas do pensamento humano”, sinalizando assim, “o surgimento de uma forma e uma linguagem, de um mestre e uma época sem comparações: nunca se viu algo parecido, na história da música, nem antes nem depois”.  

Reza o mito que as Suítes caíram no esquecimento por quase duzentos anos, até que o grande violoncelista catalão Pablo Casals às redescobrisse, apresentasse-as (o que ocorreu  somente após 12 anos de estudo) e fizesse o primeiro registro sonoro das mesmas, transformando-as nas obras indispensáveis como hoje conhecemos. Na verdade há uma teoria diferente que indica que essas obras eram efetivamente utilizadas, mas apenas como simples estudos técnicos.  De uma forma ou de outra uma coisa é certa: até esse momento, estávamos então no início do século XX, estas peças não eram interpretadas enquanto obras para serem ouvidas em público. Segundo alguns historiadores, o mais fiel e certamente o mais valioso dos quatro manuscritos do século XVIII que temos, é a cópia feita por Anna Magdalena Bach, sua segunda esposa, musicista e sua copista habitual. Claro que este fato foi suficiente para que alguns musicólogos tivessem emitido a hipótese que seria a sua mulher a autora das obras ao invés de Bach.

O termo Suíte (termo de origem francesa que significa série ou sucessão) designa um tipo de composição musical que consiste numa sucessão de peças ou de movimentos instrumentais (na maior parte das vezes danças), caracterizados pelo seu caráter contrastante, mas escritos na mesma tonalidade. A origem deste tipo de composições situa-se nas músicas de dança da Idade Média que associam duas danças de carácter e velocidades diferentes.

As seis suítes são notavelmente homogêneas contrariamente a outras suítes da época e do próprio Bach, o que nos leva a pensar que o compositor na realidade pretendia que estas constituíssem uma unidade e não peças separadas. A coleção das suítes para violoncelo tem um total de  42 movimentos. Em cada um destes pode se encontrar influencias dos mais variados compositores como Vivaldi, Couperin, Buxtehude ou Lully. Dão-nos também um panorama de diferentes gêneros consagrados na música barroca: prelúdios improvisados, aberturas francesas, fugas, tocatas e claro, uma grande variedade de danças italianas e francesas.

Todas possuem seis movimentos, sendo que uma parte da estrutura é igual em todos, ou seja,  o primeiro movimento é sempre um Prelúdio, o segundo uma Allemande, o terceiro uma Courante, o quarto uma Sarabande e o sexto uma Giga. O quinto difere aos pares, mantendo assim uma notável simetria, isto é: na primeira e na segunda suíte temos um Minueto, na terceira e quarta suítes temos uma Bourrée e na quinta e sexta temos uma Gavotte.

É também muito importante  ressaltar o momento histórico vivido pelo violoncelo, no momento em que Bach escreveu estas peças. Naquela época a viola da gamba ainda mantinha sua hegemonia, Bach mesmo, dedicou nas suas Paixões, solos de incrível importância e beleza para este instrumento. Nas suítes, porém, o instrumento ideal é com certeza o violoncelo, pois estes modos de escritura concisos e de alta complexidade técnica exigem um instrumento versátil, que se adapte com igual desenvoltura, tanto nos momentos polifônicos quanto nas partes de voz solo. 

Para adequar o contraponto a um instrumento monódico por natureza, é necessário, recorrer a todos os recursos técnicos  disponíveis e se isso não bastar inventar novos. Bach faz isso de forma magnífica, transcendendo qualquer tipo de dificuldade técnica e elevando assim definitivamente as possibilidades expressivas deste grande instrumento.

Anderson Fiorelli

O violoncelista catarinense Anderson Fiorelli iniciou seus estudos na Escola de Música de Videira. Concluiu sua graduação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná na classe de Maria Alice Brandão e recebeu o Diploma de Concertista da Zürcher Hochschule der Künste em Zurique-Suiça onde estudou com Roel Dieltiens. Especializou-se em violoncelo barroco na Accademia Internazionale della Musica em Milão-Itália com o professor Gaetano Nasillo. Em masterclasses e cursos de aperfeiçoamento teve contato com grandes nomes da música erudita mundial, dentre estes Anner Bylsma, Jaap ter Linden, Johannes Moser, Gautier Capuçon, Antonio Meneses.
Foi um dos vencedores do Concurso para Jovens Solistas da Ospa em 2012, premiado no Concurso Nacional de Cordas Paulo Bosísio (2011) e no Concurso Jovens Instrumentistas do Brasil em Piracicaba-SP (2003). Recebeu bolsas de estudo  da Fundação Ernst Widmer (Aarau-Suíça) e do  Rahn Kulturfonds (Zurique-Suíça).
 Integrou a Orquestra Sinfônica do Paraná e a Camerata Florianópolis ocupando o posto de spalla dos violoncelos. Colaborou com  a Nova Camerata da UFPR, Camerata Antiqua de Curitiba e outros. Apresentou-se como solista a frente das orquestras: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Camerata Florianópolis, Filarmônica da EMBAP, Orquestra Filarmônica da UFPR e Orquestra Filarmônica  Mahle.
Na Europa participou de concertos, festivais e gravações com diversos grupos e orquestras ressaltando-se suas colaborações com o  Ensemble Explorations (Bélgica), Silete Venti (Itália), Orquestra Sinfonica Verdi di Milano (Itália), Quarteto Quixote (Espanha). Foi também o principal violoncelista do Ensemble Turicum (Suiça) de 2005 a 2010. Nestas oportunidades teve a chance de se apresentar em importantes salas como o BOZAR de Bruxellas, a Tonhalle de Zurique e o Teatro degli Arcimboldi de Milão.
Anderson integrou diversos grupos especializados na música contemporânea e na interdisciplinaridade das artes, destacando-se o Arc en Ciel  (Zurique), o Entrecompositores e o DezConcertante (Curitiba).  Com estes grupos fez a estreia mundial de várias composições. Com o espetáculo teatral-musical Die verlorene Kunst do diretor Thom Luz participou de espetáculos na Suíça e Alemanha durante as temporadas de 2009 e 2010. 
 Em 2010, após 5 anos de estudos e intensa vida profissional na Europa, Anderson retornou ao Brasil e desde então dedica parte de seu tempo repassando seus conhecimentos em projetos sócio pedagógicos em Santa Catarina e no Paraná. Atualmente, leciona violoncelo na Escola de Música de Videira e dirige a Camerata Videira, além disto, é responsável pelas classes de violoncelo nos projetos de ensino de música do Quarteto Iguaçu.
Amante da música de câmara,  Anderson se concentra  também, nas suas atividades de camerista, como violoncelista dos quartetos de cordas: Quarteto Iguaçu e Quarteto Jurerê Classic.  É um dos membros fundadores do  Arte Piano Trio e com a violinista Waleska Sieczkowska forma o Villa Duo.

COMO FAZER SUA RESERVA?

As inscrições para participar do Concerto de Anderson Fiorelli deverão ser realizadas exclusivamente através do e-mail:

secretaria@auditoriojurereclassic.com.br 

Para maiores informações:  (48) 9647-9911  

Teremos disponível 150 poltronas e não será permitido ficar em pé durante o concerto. Não existem cadeiras marcadas, desta forma pedimos para que todos cheguem com meia hora de antecedência. 
Deverá ser enviado para o e-mail, nome completo e telefone de quem virá assistir o concerto.
 
Entrada permitida para maiores de 14 anos ou para estudantes de música de qualquer idade.




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Rua dos Lambari-Guaçu, 437 - Jurerê Internacional - FLORIANÓPOLIS - SC (BR)
Fones: +55 (48) 3282 2203 / 99918 5958